Após quase três décadas, a franquia Resident Evil está prestes a nos levar de volta ao epicentro do pesadelo que iniciou tudo: Raccoon City. Com o anúncio de Resident Evil 9: Requiem, a Capcom não apenas apresentou uma nova protagonista, Grace Ashcroft, mas também confirmou o que muitos fãs esperavam há anos – um retorno às ruínas radioativas da cidade que foi sacrificada para conter o surto de zumbis causado pela Umbrella Corporation.
Mas o que significa revisitar este cenário icônico após tantos anos? E como esta decisão pode redefinir o futuro da franquia que revolucionou o gênero survival horror nos videogames?
O simbolismo do retorno a Raccoon City

Raccoon City não é apenas um cenário em Resident Evil – é praticamente um personagem por si só. Destruída por uma bomba nuclear em 1998 (na cronologia dos jogos), a cidade representa o ponto zero da infecção e o símbolo máximo da ganância corporativa da Umbrella. Seu retorno em Resident Evil 9 não é mera nostalgia, mas um movimento calculado para reconectar a franquia com suas raízes.
“Voltar a Raccoon City é como revisitar um trauma coletivo,” explica o especialista em narrativas de jogos, Marcus Reynolds. “É um lugar que existe apenas na memória dos personagens e dos jogadores, o que o torna perfeito para explorar temas como culpa, trauma e a impossibilidade de escapar do passado.”
As conexões familiares que unem passado e presente
Uma das revelações mais intrigantes de Resident Evil 9: Requiem é que sua protagonista, Grace Ashcroft, é filha de Alyssa Ashcroft – uma sobrevivente do incidente de Raccoon City que apareceu no spin-off Resident Evil: Outbreak. Esta conexão geracional cria uma ponte narrativa entre os eventos clássicos da série e sua nova direção.
- Grace busca respostas sobre o assassinato de sua mãe no Hotel Remwood.
- Alyssa era uma jornalista que investigava a Umbrella antes mesmo do surto.
- A morte de Alyssa ocorreu oito anos antes dos eventos de Requiem.
- Uma carta de Alyssa foi encontrada em Resident Evil 7, conectando sutilmente as histórias.
Esta abordagem de “legado familiar” não é nova na série – vimos algo semelhante com os Redfield, os Birkin e os Winters – mas nunca foi explorada com personagens que estavam nas margens da narrativa principal.
Você sabia?
Alyssa Ashcroft não apenas sobreviveu ao incidente de Raccoon City, mas continuou investigando corporações envolvidas com armas biológicas por anos. Uma carta escrita por ela pode ser encontrada na casa dos Baker em Resident Evil 7, provando que a Capcom vem plantando sementes para esta conexão há pelo menos sete anos!
O que as ruínas de Raccoon City podem esconder?

A destruição de Raccoon City por uma ogiva nuclear deveria ter eliminado qualquer vestígio do T-Virus e outros agentes patogênicos. Então, o que poderia estar esperando por Grace nas ruínas radioativas da cidade? As possibilidades são tão intrigantes quanto assustadoras.
“A radiação pode ter criado mutações completamente novas,” sugere a bióloga fictícia Dra. Rebecca Chambers em um documento promocional vazado. “Organismos que não apenas sobreviveram à explosão, mas evoluíram em resposta a ela.”
Poderia a Capcom estar preparando um novo tipo de ameaça biológica? Algo que combine os horrores do T-Virus com os efeitos da radiação prolongada? E como isso se conecta com o misterioso Hotel Remwood, onde a mãe de Grace foi assassinada?
O significado de “Requiem” para a franquia
O subtítulo “Requiem” – uma composição musical para homenagear os mortos – carrega um peso simbólico significativo. Estaria a Capcom sinalizando o encerramento de um ciclo narrativo que começou em 1996 com o primeiro jogo?
“Um réquiem não é apenas um lamento pelos mortos, mas também uma forma de libertação,” explica o professor de literatura gótica, Dr. Jonathan Harris. “Pode significar que a franquia está pronta para enterrar definitivamente certos elementos do passado e renascer de uma forma completamente nova.”
O que esperar de Resident Evil 9: Requiem
Com lançamento previsto para 27 de fevereiro de 2026, Resident Evil 9: Requiem promete ser não apenas mais um capítulo na franquia, mas potencialmente um divisor de águas que redefinirá o futuro da série. A combinação de uma nova protagonista com laços ao passado, o retorno a Raccoon City, e o mistério envolvendo o Hotel Remwood sugere uma narrativa que honra as raízes da franquia enquanto abre novos caminhos.
Será que Grace Ashcroft conseguirá descobrir a verdade sobre o assassinato de sua mãe? Quais segredos as ruínas de Raccoon City ainda guardam após todos esses anos? E como essa jornada transformará não apenas a protagonista, mas o próprio universo de Resident Evil?
Uma coisa é certa: quando revisitarmos os escombros de Raccoon City em 2026, não estaremos apenas retornando a um cenário icônico – estaremos potencialmente testemunhando o renascimento de uma das franquias mais importantes da história dos videogames. E você, está preparado para enfrentar os horrores que aguardam nas ruínas radioativas?
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Entusiasta e analista de cultura pop. Aqui no ClipSaver, compartilho minha paixão por séries, filmes, quadrinhos e games, explorando como essas histórias moldam nosso imaginário coletivo. Acredito que a cultura pop vai além do entretenimento – ela reflete quem somos e conecta pessoas através de experiências compartilhadas. Junte-se a mim nessa jornada pelos universos que nos fascinam!




